
quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009
terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
PCV Natal de 2009 - Um Natal recheado de jóias






Palácio do Correio Velho, leilão dias 14 e 15 de Dezembro de 2009.
Importante conjunto de joalharia, não deixe de visitar o catálogo em http://www.pcv.pt/
sexta-feira, 23 de Outubro de 2009
Interregno no Arte em Números

Como os leitores mais assíduos já devem ter notado a actividade do Arte em Números nos últimos tempos tem diminuído. A verdade é que é cada vez menos o tempo de que dispomos para escrever e actualizar o site. Vemo-nos assim forçados a fazer um interregno com a promessa de voltar daqui a alguns meses quando terminar um projecto no qual nos envolvemos e que nos consome muito tempo.
Entretanto os leitores que queiram podem sempre continuar a ler as nossas análises e crónicas sobre o mercado leiloeiro nacional e internacional na revista L+arte na secção dos Leilões. O próximo número sai já na primeira semana de Novembro. Em Dezembro sairá um artigo sobre o leilão de jóias raras da colecção de Ralph Esmerian.
Obrigado a todos.
Voltaremos ao activo logo que possível.
sábado, 26 de Setembro de 2009
PCV - Especial VII
Excepcional salva em prata dourada da primeira metade do século XVI; de raro desenho, puncionada com marca de contraste de Lisboa (L5) e ourives DC (L187); diam: 27,8cm, peso: 560gr. Base de licitação: € 80.000
Anel solitário com um bom diamante em talhe antigo de brilhante (old european) com ca. 3,10ct, montado em platina, com banda de ajustamento de tamanho. Base de licitação: € 6.000

Morgado de Setúbal, "Rapaz matando um cordeiro", óleo sobre tela, 85x102,5cm. Base de licitação: € 30.000

METRASS, Francisco. "Mulher Estendida Lendo", óleo sobre tela, assinado e datado de 1856. 85x130cm. Base de Licitação: € 15.000

MARQUES DE OLIVEIRA, João. "Paisagem", óleo sobre madeira, assinado e datado de 1884. 21x40,5cm. Base de Licitação: € 8.000

MARQUES DE OLIVEIRA, João. "Praia dos Pesacadores - Póvoa do Varzim", óleo sobre madeira, assinado e datado de 1884. 22,5x35cm. Base de Licitação: € 40.000

MARQUES DE OLIVEIRA, João. "Vista de Praia", óleo sobre madeira, assinado. 22,5x35cm. Base de Licitação: € 20.000

REIS, Carlos Rodrigues dos. "Paisagem", óleo sobre tela, assinado. 41,5x28cm. Base de Licitação: € 20.000

MALHOA, José Vital Branco. "Figura a Ler", óleo sobre tela colada em cartão, assinado e datado de 1917. 26x31cm. Base de Licitação: € 50.000

COLUMBANO Bordalo Pinheiro. "Cardeal", óleo sobre tela, assinado e datado de 1881. 47x62cm. Base de Licitação: € 30.000
Prato de Servir em porcelana Chinesa da Companhia das Índias, decoração polícroma com representação da estátua equestre de D. José ao centro, Reinado Quianlong, ca. 1780. Diam: 34,5cm. Base de Licitação: € 8.000
Par de caixas em porcelana Chinesa da Companhia das Índias, modeladas em forma de elefante deitado sobre almofada, tampa com cão a fazer de pega. Policromia ao gosto rocaille em tons de dourado, rouge de fer, azuis, lilás e negro. Reinado Quianlong, ca. 1770. Base de Licitação: € 40.000
Par de terrinas com travessas recortadas em porcelana Chinesa da Companhia das Índias, modeladas em forma de gansos, rica policromia em esmaltes da família rosa, rouge de fer, azuis, negros e outros. Base de Licitação: € 200.000

Par de aquários (ditos piscinas) em porcelana Chinesa da Companhia das Índias, decoração riquíssima em esmaltes da família rosa representando paisagem com grandees flores. Diam: 60 cm, Alt: 42cm. Sem as argolas laterias. Base de Licitação: € 100.000
Par de jarrões-soldado em porcelana Chinesa da Companhia das Índias, decoração riquíssima em esmaltes da família rosa representando grandes fénixes entre fauna e flora de bela execução. Alt. 135 cm. Base de Licitação: € 100.000
Par de mesas de encostar D. José em Pau-Santo, bom trabalho de talha josefina, belo desenho e execução, ferragens não originais. 80 x 112 x 59 cm. Base de Licitação: € 80.000

Conjunto de 12 cadeiras em Pau-Santo entalhado, de modelo rocaille, estofadas a veludo. Portuguesas, final do século XVIII. Base de Licitação: € 60.000

Importante conjunto de 6 cadeiras D. José em Pau-Santo, talha de extraordinária qualidade e belo desenho; 2ª metade do século XVIII. Base de Licitação: € 40.000
Importante cómoda de barriga D. João V / D. José em Pau-Santo entalhado; portuguesa, meados do século XVIII. Base de Licitação: € 50.000
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Depois de mais de um ano entre o Leilão Especial V e o Leilão Especial VI, o Palácio do Correio-Velho apresenta o Leilão Especial VII dois meses depois. A dar início a uma temporada que se prevê muito interessante, a leiloeira da Calçada do Combro apresenta-nos uma hasta com um volume de negócio que pretende ultrapassar largamente os € 2.500.000, algo que não acontece à cerca de um ano (desde o Leilão V).
Depois de mais de um ano entre o Leilão Especial V e o Leilão Especial VI, o Palácio do Correio-Velho apresenta o Leilão Especial VII dois meses depois. A dar início a uma temporada que se prevê muito interessante, a leiloeira da Calçada do Combro apresenta-nos uma hasta com um volume de negócio que pretende ultrapassar largamente os € 2.500.000, algo que não acontece à cerca de um ano (desde o Leilão V).
Trata-se de um acervo muitíssimo interessante de porcelana chinesa dos séculos XVII, XVIII e XIX, importante pintura portuguesa da segunda metade de oitocentos e primeira metade do século XX, algumas peças excepcionais de mobiliário português do século XVIII e ainda uma importante salva quinhetista de raro desenho híbrido, mas fora do tradicional canon Manuelino.
Como habitual acima apresentamos a nossa selecção, apenas lamentando que neste excepcional leilão não sejam apresentadas importantes peças de joalharia, uma vez que esse mercado se tem vindo a afirmar nos últimos anos em Portugal de forma brilhante, tal como ficou mais uma vez provado com a venda da pregadeira russa de diamantes coloridos no passado mês de Julho (Leilão VI) por € 52.000
sábado, 12 de Setembro de 2009
Rentrée 2009 - Cabral Moncada, 28 e 29 de Setembro
Lote 200 - Numeramento de Pina Manique "Livro que contem as freguesias que há em Lisboa, no seu Termo e nas diversas Terras deste Reyno, com a individuaçaõ das Comarcas, e Provincias, a que estas pertencem, e do número de Fogos de que cada huma daquellas se compoem; feito por ordem do Intendente Geral da Policia da Corte, e do Reyno Diogo Ignacio de Pina Manique na sua Secretaria em o anno de 1798". Encadernação inteira de chagrin vermelho gravada a ferros a dourado, apresentando ao centro armas de Portugal. € 3.000 - 4.500

Lote 45 - Sinete em bronze, cunho com as armas da Rainha D. Mariana de Áustria, Portugal, 1ª metade do séc. XVIII. € 800 - 1.200.
Lote 32 - Pendente de prata com medalhão de biscuit representando o Príncipe do Brasil, D. José; envolto em moldura de crisólitas e quartzos (minas-novas), Portugal finais do século XVIII, € 500 - 750

Lote 141 - João Reis. "Barcos no Cais", óleo sobre tela, assinado e datado de 1946, 60x64 cm. € 5.000 - 7.500

Lote 105 - João Cristino da Silva. "Caminho da Pena", óleo sobre tela, assinado. 39,5x63 cm. Reproduzido no catálogo da exposição do autor no Museu do Chiado em 2000. € 12.000 - 18.000

Lote 115 - Carlos Reis. "Paisagem com Figura Feminina", óleo sobre tela, assinado. 70x95 cm. € 60.000 - 90.000

Lote 413 - Jean Pillement, "Paisagem", óleo sobre tela, assinado e datado de 1782. 22,5x32,5 cm. € 20.000 - 30.000

Lote 59 - Conjunto de 10 cadeiras D. João V/D. José em pau-santo, portuguesas, meados século XVIII. € 30.000 - 45.000

Lote 50 - Cómoda D. José em Pau-Santo com entalhamentos. Três gavetões, três gavetas e estirador. Ferragens em bronze dourado. Portugal, séc. XVIII. € 10.000 15.000

Lote 61 - Escrivaninha de senhora, D. José em Pau-Santo entalhado. Portuguesa séc. XVIII. € 15.000 - 22.500
Lote 286 - Escritório Indo-português de influência Mogol, em Teca com embutidos em Marfim e Ébano. Decoração figurativa com personagens da corte Mogol e Árvores da Vida, séc. XVI/XVII. € 12.500 - 18.750

Lote 364 - Toucador Luís XV/XVI, marchetaria de Mogno e Pau-Rosa, ferragens em bronze dourado, estampilhada L. Boudin. França, 2ª metade séc. XVIII. € 5.000 -7.500
Lote 210 - Lavanda e Gomil D. Maria em prata portuguesa, decoração moldada, perlada, gravada e cinzelada, de modelo transição entre Rococó e Neoclássico, típico dos anos 80 e 90 do século XVIII em Portugal. Marcas de ensaiador do Porto (1792-1803) e do ourives AD (1768-1804). € 7.000 - 10.500

Lote 239 - Par de lanternas de procissão da segunda metade do século XIX, estilo D. Maria, marcas de ensaiador do Porto (1861-1867) e do ourives António José Machado (1853-1881). € 7.000 - 10.500
Lote 372 - Prato raso recortado em porcelana chinesa da companhia das Índias, decoração a azul e negro dita "Meninos da Palhavã". Serviço do Real Colégio dos Nobres de Lisboa, Quianlong. € 5.000 - 7.500

Lote 375 - Covilhete quadrilobado em porcelana da China, Companhia das Índias, do 4º Serviço de D. José Maria da Fonseca e Évora, Bispo do Porto. € 8.000 - 12.000 (Lote 381, travessa do mesmo serviço)
Lote 378 - Travessa oval em porcelana chinesa da companhia das Índias, profusa decoração a verde e ouro com reservas com cenas "chioiserie" à moda de Meissen, do 1ºServiço de D. António de São José e Castro, Bispo do Porto. € 10.000 - 15.000
Lote 379 - Prato recortado de grandes dimensões em porcelana da China, Companhia das Índias, decoração policroma, do serviço comemorativo da Inauguração da estátua equestre de D. José (1775). Diam. 35 cm. € 5.000 - 7.000
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Depois de umas férias mais curtas que o habitual o início da nova temporada não pode ser mais auspicioso. Um magnífico leilão "de sessão única" com lotes sufcientes para duas noites de hasta.
Qualidade em quantidade. O acervo apresentado é sem dúvida importante, contendo algumas peças verdadeiramente excepcionais em diversas áreas.
Um conjunto raro de peças em porcelana portuguesa dos ínicios da sua produção em Portugal de onde destacamos o lote 32 (apresentado acima neste artigo), um raro medalhão representando o irmão mais velho de D. João VI, D. José Príncipe do Brasil herdeiro da coroa Portuguesa até à sua precoce morte. O lote seguinte, o 33, é também de extremo interesse por se tratar de uma placa comemorativa da estátua equestre de D. José I de modelo mais raro e em perfeito biscuit de duas cores, onde a dificuldade de execução está bem documentado nos diversos defeitos de cozedura.
No capítulo do mobiliário a marcenaria portuguesa está representada com algumas obras de mestre, como a escrivaninha de senhora, lote 61, em pau-santo, de notável desenho e excução. Da mesma craveira é o conjunto de 10 cadeiras de espaldar de meados do século XVIII, lote 59, de modelo de influência inglesa, em quase perfeita simetria, apresentam pés de garra e bola entalhados, cintura lisa ondulada e espaldar fechado recortado.
No que toca ao mobiliário estrageiro o lote 364, apresenta-nos um belo toucador Luís XV/XVI estampilhado de L. Boudin. De linhas ainda sinuosas aprsenta as superfícies lisas, vivendo da vergada da madeira (mogno e pau-santo) e das ferragens e aplicações em bronze dourado bem ainda ao jeito rococó.
Em pratas o leilão apresenta algumas peças muito interessantes, de onde se destacam duas colheres tardo-medievais, lotes 218 e 219, do século XVI, que apresentam marcas de Lisboa. Não podemos deixar de referir o lampadário de suspensão D. João V, lote 244, já anteriormente posto em praça, e cuja excepcionalidade foi, na altura, acentuada. Muitas outras prtas mereceriam maior destaque mas o texto já vai longo e acima apresentamos a nossa habitual selecção.
Outros três campos estão bem representados na venda, a porcelana chinesa de exportação para o mercado portugues, a pintura portuguesa e os livros e manuscritos, que são o primeiro passo de uma nova parceria Cabral Moncada/Pedro de Azevedo que promete grande vendas de livros e manuscritos, ou não fossem estas almoedas os alicerces do mercado leiloeiro mundial.
Não deixe consultar o catálogo em: http://www.cml.pt/
sexta-feira, 17 de Julho de 2009
Palácio do Correio Velho - Especial VI - Um Verão Quente

Lote 194 - Rara cama de dossel fechado em coroa de quatro aros em prata indo ou cingalo-portuguesa do século XVIII com menino em marfim também do século XVIII. Pendente de forma esférica em ouro vazado e cinzelado contendo bezoar, século XVII. Uma peça verdadeiramente principesca onde a curiosidade da simbologia vegetalista se cruza com o misticismo das influências orientais. €15.000

Importante conjunto de peças em prata portuguesa do século XVIII de onde se destacam duas peças de João Frederico Ludovice, uma lavanda (lote 138, €12.000) e uma cafeteira com bico de forma zoomórfica de enorme expressão (lote 191, €15.000). Estas peças do ourives/arquitecto de D. João V são de enorme raridade e representam bem as influencias nórdicas do seu autor.
Destacamos ainda o conjunto de dois bules e uma cafeteira D. José em prata portuguesa (lotes 124 €5.000, 139 €4.000 e 140 €3.000) de decoração semelhante com bicos em "colo de Cisne", um conjunto raro pelas afinidades das peças, nenhum marcada da época.
Destaque também para o invulgar conjunto de castiçais e tesoura de morrões em prata serrada do século XIX, lote 188, €4.000 (um valor que promete multiplicar-se)

Conjunto de importante peças de prata do século XVII e XVIII onde se destaca a salva redonda em prata dourada do século XVII Holandesa ou Alemã, lote 97 €20.000 (esta peça foi à praça no Leilão III por €50.000 onde não foi vendida.). Também a salva de pé do século XVII com curiosa decoração vegetalista e animal, possivelmente espanhola, €40.000, lote 106
Para nós uma das peças mais interessantes de toda a venda é o lote 109, uma rara taça de duas asas em prata colonial espanhola com decoração típica do século XVII, com volutas, gomos e raros mascarões femininos envoltos em figuras de outros animais; aliada a invulgaridade da peça à proveniência da casa de Ficalho, este é uma das potenciais subidas da noite, €3.000

Conjunto de condecorações dos finais do século XVIII aos finais do século XIX, lotes 56 a 64.



Lote 128 - Exepcional alfinete de peito cravejado de diamantes e diamantes de cor em talhe brilhante antigo e alguns em rosa coroada, montado em ouro e prata, apresentando dois raros diamantes de cor verde-viva de cor natural. (Os diamantes verdes de cor natural (como estes devem ser) devem a sua cor a radiação recebida algures na sua "subida" à crosta terrestre e são das cores mais raras existentes no expectro das tonalidades do diamante, são para além de obras primas da natureza, autênticos milagres. Para além destes há ainda diamantes amarelos vivos, castanhos de bela cor, amarelo-esverdeados e amarelos-acastanhados.
Esta peça dos meados do século XIX é de muito provável fabrico Russo onde a tipologia é realativamente comum na alta-jolharia de encomenda real. Em nossa opinião esta peça deve ter sido um presente da Casa Real Russa à Casa Real Portuguesa na pessoa de um dos seus representantes.
Apresentamos também a imegem da peça sob os efeitos de raios uv, onde podemos observar a flourescencia de algumas gemas, com especial relevância para os verdes, que flourescem em amarelo-canário e verde-vivo. (Cerca de 30% dos diamantes são flourescentes sob raios uv, destes a maioria flouresce em azul mais ou menos forte. Os diamantes de cor apresetam também flourescencias muito interessantes, como se pode observar neste caso.)
Vai à praça por €40.000

Lote 126 - Alfinete duplo cravejado com ca. 12,70 ct de diamantes em diversos talhes, montado em platina com fechos em ouro branco. Marcas de ourives de Lisboa Manuel Pessoa. € 4.000

Lote 26 - Henri L'Evêque (1769-1832), Par de desenhos a lápis sobre papel representando as Batalhas do Vimeiro e Grijó, um assinado. A importancia destas peças para além da sua enorme qualidade deve-se ao facto de terem sido os originais que deram origem às famosas gravuras das batalhas que conheceram enorme sucesso em Portugal durane o século XIX e que ainda hoje povoam muitas casas portuguesas. € 15.000

Lote 173 - Henrique Pousão, óleo sobre tela representando Seara, 73,5x124,5cm. Uma das raríssimas obras do autor unanimemente considerado como um dos maiores pintores portugueses de sempre, em colecções particulares. Datável de 1880, reafirma a qualidade e reforça os argumentos de quem considera este pintor como o mestre do final do século XIX português. Sem grande comparativos e pela excepcional raridade e qualidade da obra o valor de arrematação é uma incógnita que promete dar ainda muito que falar. Est. sob pedido.

Lote 146 - José Malhoa, óleo sobre madeira. €50.000

Lote 149 - Atribuído a Columbano, Retrato da Condessa d'Edla (1875). Pintado quando Columbano contava apenas 18 anos esta obra apresenta já marcas fundamentais da produção futura do pintor. Uma obra que pertenceu à colecção da segunda mulher do Rei D. Fernando II. € 3.000

Lote 120 -Importante e raro par de cadeiras portuguesas dos meados do século XVIII em Nogueira entalhada, de grande influência italiana. Exímio trabalho de talha, porporções e marcenaria. Fazem parte do mesmo conjunto da cadeira hoje exposta no Salão nobre da Fundação Ricardo Espírito Santo. € 6.000

Lote 34 - Raro sabre português da Casa Real (?) do reinado de D. José com guarda em prata vazada e cinzelada com as armas do Reino. € 7.000
Lote 16 - Sabre de ca. 1806, de oficial de Estado Maior, com capacete em forma de águia em latão cinzelado e dourado. € 3.000
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Depois de diversos problemas técnicos por parte do Blogger (por duas vezes perdemos todo o texto...) acabámos por conseguir publicar este artigo sobre o importante leilão de dia 22 de julho no Correio-Velho em Lisboa.
Uma hasta com um acervo pequeno mas excepcional, entre as raridades acima mostradas destacamos a tela de Henrique Pousão que demonstra a mestria do autor; a pregadeira russa do século XIX com importantes diamantes, o conjunto de armas dos séculos XVIII e XIX entre tantas e tantas peças.
Um leilão de Verão a não perder, visite o catálogo em http://www.pcv.pt/
quinta-feira, 9 de Julho de 2009
A notícia do Verão. Maria Felice Tibaldi e GIuseppe Rusca vale 432 mil euros.

Foi hoje à tarde que foram leiloados pela segunda vez os quadros sobre marfim com molduras em prata dourada italianos, já abordados diversas vezes neste blog. Depois do erro crasso de catalogação do leilão 100 da Cabral Moncada, foram desta vez à praça na Christie's de Londres por cerca de € 50.000, acabando a investigação por concluir aquilo que era já esperado: Estas peças faziam parte de uma encomenda real do próprio D. João V, onde constava ainda uma terceira peça, representando S. José. Esta descoberta feita já após a catalogação pela Christie's foi talvez um dos grandes contributos para o valor final pago pelo coleccionador particular estrangeiro que pagou qualquer coisa como € 432.000.
Contactada pela agência Lusa, a Cabral Moncada pela voz de Pedro Alvim apenas se manifestou "pasmada" com o valor atingido pelas obras, acabando por referir que a Christie's possuí "uma capacidade de exposição" e um "braço onde o nosso não chega".
Apesar de tudo há que reconhecer que o valor atingido em Portugal não foi muito diferente da avaliação feita em Londres. O valor final deve-se tanto às novas descobertas sobre a origem e encomenda das peças, como também ao absolutamente fantástico leilão onde foram integradas e ainda ao crescente interesse em obras de arte deste (e outros) género no momento em que vivemos, pois o valor do dinheiro e os tradicionais investimentos estão a transformar-se brutalmente. Estando o negócio de arte a viver um momento prolifero. Há ainda a capacidade global da Christie's em chamar coleccionadores de todo o mundo o que alarga exponencialamente os possíveis compradores.
Peças que deram e vão ainda dar muito que falar, pois quilo que não compreendemos totalmente é o desinteresse demonstrado e afirmado por parte do Museu de S. Roque (que poderia ter comprado a peça por €5.000 tivesse usado do Direito de Preferência, muitas vezes usado de forma muito menos apropriada); algo que apesar de tudo e no meio de toda a situação acaba por ser o que menos espanta.
quarta-feira, 8 de Julho de 2009
Portugal Gemas - Gemas e Joalharia em revista, em português

No mundo dos gemólogos, avaliadores de gemas e joalharia, profissionais do mercado e amantes desta arte, existem diversas publicações de qualidade que nos mantêm informados sobre as últimas novidades, tratamentos "cosméticos" de pedras, tendências de mercado e cotações. Contudo em português essa informação sempre foi escassa e ligeira, mais voltada para o consumidor final.
Desde Janeiro de 2008 que o reconhecido gemólogo Dr. Rui Galopim de Carvalho mudou este panorama, com a publicação on-line de uma revista gratuita sobre estes e outros assuntos, onde vai abordando diversos temas gemológicos actuais, nos informa de variadas actividades levadas a cabo neste campo, ainda sobre as últimas publicações editadas mundialmente, bem como sítios de interesse na internet. O número actual e os anteriores estão disponíveis no site do Labgem, mencionado na nossa lista de Links, não deixe de consultar.
No novo número de Abril de 2009, o Arte em Números vem destacado com um artigo que nos deixou muito felizes ao ver reconhecido um trabalho que conta já com quase três anos.
Deixamos aqui o nosso agradecimento reconhecido.
Deixamos aqui o nosso agradecimento reconhecido.
segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Cabral Moncada - Julho de 2009

Lote 734, Anel com diamante talhe coxim (antigo de brilhante) com ca. 1,65ct, tonalidade ligeiramente amarela, montado em ouro branco. Com estojo do século XIX forrado a pele e veludo de seda. € 700

Dois pendentes de Nossa Senhora da Conceição em ouro português do século XIX, cada €300. Pendente de Nossa Senhora com o Menino em ouro francês do século XIX, €240 (Lotes 731 a 733)

Lote 717, Alfinete de peito cravejado com 78 diamantes talhe rosa e 9 diamantes talhe brilhante antigo, o central pesa ca. 0,70ct de cor branca; montado em ouro e prata, português, séc. XIX, com estojo original. € 600

Lote 1008, Cafeteira em prata espanhola do século XVIII, peso: 1010gr. €700

Lote 237, Cama de Casal D. João V em Pau Santo, portuguesa, primeira metade do século XVIII. € 1.700

Lote 253, Mesa de Encostar D. José em Pau Santo, tampo em Vinhático, portuguesa, séc. XVIII, € 3.000

Lote 151, Jean Pillement, Paisagem com Figuras, Guache grisaille sobre papel colado sobre tela. 50x60cm, assinado, € 6.000

Lote 467, Relógio de Mesa em porcelana Biscuit com base em bronze dourado, mostrador em porcelana vidrada. Partido, colado, faltas no mostrador, anda mas a necessitar de revisão. Francês, século XIX, € 1.000
Lote 457, Relógio de Mesa em mármore branco e negro, bronze dourado e mostrador em esmalte. Francês, meados do século XIX, faltas, não anda. € 1.000
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2009 tem-se revelado um ano de excepções. Na segunda metade de Julho, época tradicionalmente já bem fora dos calendários das leiloeiras nacionais para realizar hastas, vamos assistir a dois importantes leilões de arte e antiguidades nas duas grandes casa de Lisboa: Cabral Moncada e Correio-Velho. Nesta última trata-se de um leilão Especial, o primeiro do ano, que trataremos no próximo artigo.
Na casa de S. Bento serão levados à praça centenas de lotes de maior e menor importância, num conjunto onde o mobiliário português dos séculos XVIII e XIX merece o maior destaque. É também apresentado à praça um interessante conjunto de relógios de mesa e caixa alta dos séculos XVIII e XIX que promete agitar a sala, algumas jóias de relevo e um interessante conjunto de desenhos de variados artistas portugueses e estrangeiros, onde se destaca o lote 151, um magnífico guache de Jean Pillement.
Sem dúvida um leilão que atrairá grande interesse não só pela qualidade de muitos dos lotes como pelas estimativas, bem apelativas, como já se tornou recorrente de há uns meses a esta parte.
Não deixe de visitar o catálogo em http://www.cml.pt/
quinta-feira, 2 de Julho de 2009
As Leiloeiras do Norte - Uma Promessa de Futuro

Paula Rego, Pastel de óleo sobre cartão, 170x150cm. €400.000 em 12/2008, Leiloeira S. Domingos


Silva Porto, Paisagem, óleo sobre madeira, base de licitação €13.500 em Maio de 2009 - Leiloeira Corte Real. Souza Pinto, Rua de Paris, pastel sobre papel, vendido por €5.000 em Maio de 2009 - Marques dos Santos Leilões
Colar de pérolas naturais do século XIX com fecho Cartier em ouro e diamantes dos anos 40 do século XX, base de licitação € 10.000 (leilão a realizar dia 8 de Julho na Leiloeira S. Domingos). Anel solitário em ouro branco com diamante com ca. 3ct, base de licitação €3.000 em Dezembro de 2008 - Leiloeira S. Domingos
Par de castiçais vazados de António Firmo da Costa em prata portuguesa, base de licitação €15.000 em Dezembro de 2008 na Leiloeira S. Domingos.
Importante Candeeiro em prata portuguesa dos finais do século XVIII, início século XIX, base de licitação €10.000 em Dezembro de 2008 na Leiloeira S. Domingos

Bule em prata portuguesa dos meados do século XVIII, sem marcas, base de licitação €4.000 em Dezembro de 2008 na Leiloeira S. Domingos.
Escultura Art Decô crisoelefantina com base em ónix, assinada Chiparus, ca. 1925. Vendida por €7.000 na Marques dos Santos Leilões


Travessa do 3º Serviço Silveira Lorena, encomendado ca. 1800-1810 por D. Bernardo José Maria da Silveira Lorena. Porcelana Chinesa, reinado Jiaquing; restauro. Base de Licitação €2.000 (retirado).
Travessa do serviço dos Pavões, dito de D. João VI, porcelana da China, reinado Quianlong. Base de Licitação €1.500 (retirado).
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Tradicionalmente menosprezadas tanto por coleccionadores e profissionais, as leiloeiras do Porto têm vindo a percorrer um longo caminho para se afirmarem como parte integrante do panorama do mercado de arte nacional. Um esforço que tem dado alguns frutos, tendo colocado a Leiloeira S. Domingos no primeiro lugar das vendas de 2008, com a venda já no final do ano de um pastel de Paula Rego por € 400.000. Mas que mais se passa na Cidade Invicta por detrás desta isolada venda importante?
Apresentando à praça almoedas de grande variedade onde as peças mais importantes se misturam com outras de "oportunidade", estes leilões não se tornam tão apelativos como algumas vendas das leiloeiras lisboetas que "separam as águas" em leilões diversos: oportunidades, antiguidades e obras de arte, antiguidades excepcionais e arte moderna e contemporânea.
Apesar de tudo estas vendas têm os seus encantos, exactamente por se tornarem menos apelativas aos coleccionadores com menos paciência para estudar infindáveis listas de lotes em venda, é possível adquirir algumas obras sem grande concorrência. Isto se, as avaliações não forem irrialmente elevadas, o que acontece frequentemente nestas leiloeiras... Em todo o caso desde o início de 2009 tem-se vindo a notar um acerto dos preços, tal como nas casas de Lisboa, o que tem tornado as hastas mais concorridas, não deixando no entanto de haver espaço para mais compradores.
Por estas mesmas razões outro fenómeno é também visível: a circulação de obras entre Lisboa e Porto. Não seria, de longe, a primeira vez que peças idas à praça no Porto acabariam por aparecer em leiloeiras lisboetas e vice-versa (a maioria das vezes com bases de licitação bem mais apelativas na capital).
Apresentamos acima uma selecção das melhores peças apresentadas à praça no último ano leiloeiro (desde Outubro de 2008), muitas delas acabaram por não encontrar comprador, outras multiplicaram as suas bases.
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