
Lote 194 - Rara cama de dossel fechado em coroa de quatro aros em prata indo ou cingalo-portuguesa do século XVIII com menino em marfim também do século XVIII. Pendente de forma esférica em ouro vazado e cinzelado contendo bezoar, século XVII. Uma peça verdadeiramente principesca onde a curiosidade da simbologia vegetalista se cruza com o misticismo das influências orientais. €15.000

Importante conjunto de peças em prata portuguesa do século XVIII de onde se destacam duas peças de João Frederico Ludovice, uma lavanda (lote 138, €12.000) e uma cafeteira com bico de forma zoomórfica de enorme expressão (lote 191, €15.000). Estas peças do ourives/arquitecto de D. João V são de enorme raridade e representam bem as influencias nórdicas do seu autor.
Destacamos ainda o conjunto de dois bules e uma cafeteira D. José em prata portuguesa (lotes 124 €5.000, 139 €4.000 e 140 €3.000) de decoração semelhante com bicos em "colo de Cisne", um conjunto raro pelas afinidades das peças, nenhum marcada da época.
Destaque também para o invulgar conjunto de castiçais e tesoura de morrões em prata serrada do século XIX, lote 188, €4.000 (um valor que promete multiplicar-se)

Conjunto de importante peças de prata do século XVII e XVIII onde se destaca a salva redonda em prata dourada do século XVII Holandesa ou Alemã, lote 97 €20.000 (esta peça foi à praça no Leilão III por €50.000 onde não foi vendida.). Também a salva de pé do século XVII com curiosa decoração vegetalista e animal, possivelmente espanhola, €40.000, lote 106
Para nós uma das peças mais interessantes de toda a venda é o lote 109, uma rara taça de duas asas em prata colonial espanhola com decoração típica do século XVII, com volutas, gomos e raros mascarões femininos envoltos em figuras de outros animais; aliada a invulgaridade da peça à proveniência da casa de Ficalho, este é uma das potenciais subidas da noite, €3.000

Conjunto de condecorações dos finais do século XVIII aos finais do século XIX, lotes 56 a 64.



Lote 128 - Exepcional alfinete de peito cravejado de diamantes e diamantes de cor em talhe brilhante antigo e alguns em rosa coroada, montado em ouro e prata, apresentando dois raros diamantes de cor verde-viva de cor natural. (Os diamantes verdes de cor natural (como estes devem ser) devem a sua cor a radiação recebida algures na sua "subida" à crosta terrestre e são das cores mais raras existentes no expectro das tonalidades do diamante, são para além de obras primas da natureza, autênticos milagres. Para além destes há ainda diamantes amarelos vivos, castanhos de bela cor, amarelo-esverdeados e amarelos-acastanhados.
Esta peça dos meados do século XIX é de muito provável fabrico Russo onde a tipologia é realativamente comum na alta-jolharia de encomenda real. Em nossa opinião esta peça deve ter sido um presente da Casa Real Russa à Casa Real Portuguesa na pessoa de um dos seus representantes.
Apresentamos também a imegem da peça sob os efeitos de raios uv, onde podemos observar a flourescencia de algumas gemas, com especial relevância para os verdes, que flourescem em amarelo-canário e verde-vivo. (Cerca de 30% dos diamantes são flourescentes sob raios uv, destes a maioria flouresce em azul mais ou menos forte. Os diamantes de cor apresetam também flourescencias muito interessantes, como se pode observar neste caso.)
Vai à praça por €40.000

Lote 126 - Alfinete duplo cravejado com ca. 12,70 ct de diamantes em diversos talhes, montado em platina com fechos em ouro branco. Marcas de ourives de Lisboa Manuel Pessoa. € 4.000

Lote 26 - Henri L'Evêque (1769-1832), Par de desenhos a lápis sobre papel representando as Batalhas do Vimeiro e Grijó, um assinado. A importancia destas peças para além da sua enorme qualidade deve-se ao facto de terem sido os originais que deram origem às famosas gravuras das batalhas que conheceram enorme sucesso em Portugal durane o século XIX e que ainda hoje povoam muitas casas portuguesas. € 15.000

Lote 173 - Henrique Pousão, óleo sobre tela representando Seara, 73,5x124,5cm. Uma das raríssimas obras do autor unanimemente considerado como um dos maiores pintores portugueses de sempre, em colecções particulares. Datável de 1880, reafirma a qualidade e reforça os argumentos de quem considera este pintor como o mestre do final do século XIX português. Sem grande comparativos e pela excepcional raridade e qualidade da obra o valor de arrematação é uma incógnita que promete dar ainda muito que falar. Est. sob pedido.

Lote 146 - José Malhoa, óleo sobre madeira. €50.000

Lote 149 - Atribuído a Columbano, Retrato da Condessa d'Edla (1875). Pintado quando Columbano contava apenas 18 anos esta obra apresenta já marcas fundamentais da produção futura do pintor. Uma obra que pertenceu à colecção da segunda mulher do Rei D. Fernando II. € 3.000

Lote 120 -Importante e raro par de cadeiras portuguesas dos meados do século XVIII em Nogueira entalhada, de grande influência italiana. Exímio trabalho de talha, porporções e marcenaria. Fazem parte do mesmo conjunto da cadeira hoje exposta no Salão nobre da Fundação Ricardo Espírito Santo. € 6.000

Lote 34 - Raro sabre português da Casa Real (?) do reinado de D. José com guarda em prata vazada e cinzelada com as armas do Reino. € 7.000
Lote 16 - Sabre de ca. 1806, de oficial de Estado Maior, com capacete em forma de águia em latão cinzelado e dourado. € 3.000
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Depois de diversos problemas técnicos por parte do Blogger (por duas vezes perdemos todo o texto...) acabámos por conseguir publicar este artigo sobre o importante leilão de dia 22 de julho no Correio-Velho em Lisboa.
Uma hasta com um acervo pequeno mas excepcional, entre as raridades acima mostradas destacamos a tela de Henrique Pousão que demonstra a mestria do autor; a pregadeira russa do século XIX com importantes diamantes, o conjunto de armas dos séculos XVIII e XIX entre tantas e tantas peças.
Um leilão de Verão a não perder, visite o catálogo em
http://www.pcv.pt/