![]() |
| € 5.800 Par de castiçais em prata portugeusa do séc. XVIII Um com marca de ensaiador de Lisboa (1750-1770) e de ourives N/JT (1750-1770) PCV, 9 Maio 2006 |
![]() |
| € 4.000 Par de castiçais em prata portuguesa do séc. XVIII. Marca de ensaiador de Lisboa (1750-1770) e de ourives João de Seabra Esteves (1756-1766) CML, 27 Outubro 2008 |
![]() |
| € 5.200 Par de castiçais em prata portuguesa do séc. XVIII. Marca de ensaiador do Porto (1768-1784) e ourives ACT (1768-1784) CML, 29 Setembro 2009 |
![]() |
| € 9.000 Par de castiçais em prata portuguesa do séc. XVIII Marca de ensaiador de Lisboa (1770-1804) e de ourives José Joaquim de Almeida (1750-1822) CML, 14 Dezembro 2010 |
![]() |
| € 8.000 Par de castiçais em prata portuguesa do séc. XVIII Marca de ensaiador de Lisboa (1720-1804) e de ourives JF/F (1720-1807) CML, 1 Março 2011 |
____________________________________
O último número da L+Arte saiu em Março de 2011, exactamente há 2 anos e 2 meses.Em testemunho da saudade que o fim precipitado da publicação deixou e como forma de relembrar um dos "trabalhos" que mais nos preencheu decidimos fazer um artigo em jeito de BOLSA, uma das rubricas mais antigas da revista e que reunia um conjunto de cerca de 10 peças semelhantes vendidas nos últimos anos no mercado leiloeiro nacional com objectivo de proporcionar ao leitor uma comparação rápida dos valores de venda de determindado tipo de obras de arte.
Para esta nova "bolsa" decidimos escolher os castiçais D. José em prata, deixando de fora os cobiçados castiçais "de saia", caso contrário teríamos de incluir quase exclusivamente essa mesma tipologia uma vez que a esmagora maioria da produção da época é exactamente esta que, apesar de tudo, é tão ou mais valorizada pelo mercado que os restantes exemplares do 3º quartel do séc. XVIII.
O 3º quartel do séc. XVIII - sensivelmente do reinado de D. José (1750-1777) - é em Portugal um dos mais fascinantes períodos no que toca à produção de artes decorativas.
Com o terramoto de 1755 a colocar o definitivo ponto final no fausto joanino e a destruir grande parte dos tesouros conservados nos palácios e igrejas da capital do Império as oficinas que em poucos meses já conseguiam laborar não devem ter tido mãos a medir para a quantidade de encomendas necessárias à reconstrucção de um estilo de vida que se levantou mais rapidamente que a metrópole.
Os pares de castiçais D. José que chegaram aos nossos dias são na sua grande maioria bons trabalhos de cinzel que demonstram a destreza das oficinas de ourivesaria numa época em que a decoração era quase tudo, sobrepondo-se e ultrapassando a estrutura mas raramente implicando na funcionalidade que evidentemente é fulcral num castiçal.
No que toca aos modelos adoptados as influências são exactamente as mesmas encontradas no mobiliário: França e Inglaterra. Apesar de no caso específico da ourivesaria a simbiose entre ambas ser mais ténue que no mobiliário.
Por fim apenas sublinhar a raridade destas peças no mercado. Em cerca de 15 anos e pelas nossas contas, surgiram no mercado lisboeta cerca de 15 a 20 pares de castiçais com estas caracterísiticas, excluíndo como já antes referimos, o modelo "de saia" ou "trompeta".

















































