Sexta-feira, 3 de Maio de 2013

BOLSA - Castiçais D. José em Prata

RETIRADO
Par de castiçais em prata portuguesa do séc. XVIII
Decoração rocaille espiralada
Braços amovíveis do séc. XIX
Marca de ensaiador de Lisboa (c.1750-c.1770) (L-26 ou variante), do ourives E/JS (c.1750-c.1770) (L-211)
Peso: 2830g
Base de licitação: € 5.000
Veritas, 23 Abril 2013
€ 5.800
Par de castiçais em prata portugeusa do séc. XVIII
Um com marca de ensaiador de Lisboa (1750-1770) e de ourives N/JT (1750-1770)
PCV, 9 Maio 2006

€ 8.500
Par de castiçais em prata portuguesa do séc. XVIII
Decoração ao gosto Luís XV/XVI
Marca de ensaiador de Lisboa (1750-1770) (L-26) e de ourives A/LI da mesma época (L-118)
Peso: 1230 g
PCV, 12 Abril 1997
€ 9.200
Par de castiçais em prata portuguesa do séc. XVIII.
Base quadrangular de bordo recortado com enrolamentos e concheados estilizados, fuste em balaústres decorados com motivos espiralados, elementos vegetalistas e concheados estilizados, com arandelas em forma de flor.
Marca de contraste de Lisboa (1750-1770) (L-27) e marca de ourives de Manuel Roque Ferrão (1720-1770) (L-249)
Peso: 1182g
PCV, 10 Março 2009


€ 8.000
Par de castiçais em prata portuguesa do séc. XVIII.
Base quadrangular de bordo recortado com enrolamentos e concheados estilizados, fuste em balaústres decorados com motivos espiralados, elementos vegetalistas e concheados estilizados, com arandelas em forma de flor.
Marca de contraste de Lisboa (1750-1770) (L-26 ou 27) e marca de ourives de João Xavier Anastácio (L-339)
PCV, 5 Novembro 2003

€ 55.000
Par de castiçais em prata portuguesa do séc. XVIII.
Corpo decorado com estrias oblíquas em relevo terminando em volutacom faixas de canelados nos intervalos, bases quadrangulares recortadas.
Marca de ensaiador do Porto (1768-1784) e de ourives João Coelho de Sampaio (1768-1784)
PCV, 4 Novembro 2003


€ 4.000
Par de castiçais em prata portuguesa do séc. XVIII.
Marca de ensaiador de Lisboa (1750-1770) e de ourives João de Seabra Esteves (1756-1766)
CML, 27 Outubro 2008

€ 5.200
Par de castiçais em prata portuguesa do séc. XVIII.
Marca de ensaiador do Porto (1768-1784) e ourives ACT (1768-1784)
CML, 29 Setembro 2009

€ 9.000
Par de castiçais em prata portuguesa do séc. XVIII
Marca de ensaiador de Lisboa (1770-1804) e de ourives José Joaquim de Almeida (1750-1822)
CML, 14 Dezembro 2010

€ 8.000
Par de castiçais em prata portuguesa do séc. XVIII
Marca de ensaiador de Lisboa (1720-1804) e de ourives JF/F (1720-1807)
CML, 1 Março 2011
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O último número da L+Arte saiu em Março de 2011, exactamente há 2 anos e 2 meses.
Em testemunho da saudade que o fim precipitado da publicação deixou e como forma de relembrar um dos "trabalhos" que mais nos preencheu decidimos fazer um artigo em jeito de BOLSA, uma das rubricas mais antigas da revista e que reunia um conjunto de cerca de 10 peças semelhantes vendidas nos últimos anos no mercado leiloeiro nacional com objectivo de proporcionar ao leitor uma comparação rápida dos valores de venda de determindado tipo de obras de arte.

Para esta nova "bolsa" decidimos escolher os castiçais D. José em prata, deixando de fora os cobiçados castiçais "de saia", caso contrário teríamos de incluir quase exclusivamente essa mesma tipologia uma vez que a esmagora maioria da produção da época é exactamente esta que, apesar de tudo, é tão ou mais valorizada pelo mercado que os restantes exemplares do 3º quartel do séc. XVIII.

O 3º quartel do séc. XVIII - sensivelmente do reinado de D. José (1750-1777) - é em Portugal um dos mais fascinantes períodos no que toca à produção de artes decorativas.
Com o terramoto de 1755 a colocar o definitivo ponto final no fausto joanino e a destruir grande parte dos tesouros conservados nos palácios e igrejas da capital do Império as oficinas que em poucos meses já conseguiam laborar não devem ter tido mãos a medir para a quantidade de encomendas necessárias à reconstrucção de um estilo de vida que se levantou mais rapidamente que a metrópole.

Os pares de castiçais D. José que chegaram aos nossos dias são na sua grande maioria bons trabalhos de cinzel que demonstram a destreza das oficinas de ourivesaria numa época em que a decoração era quase tudo, sobrepondo-se e ultrapassando a estrutura mas raramente implicando na funcionalidade que evidentemente é fulcral num castiçal.

No que toca aos modelos adoptados as influências são exactamente as mesmas encontradas no mobiliário: França e Inglaterra. Apesar de no caso específico da ourivesaria a simbiose entre ambas ser mais ténue que no mobiliário.

Por fim apenas sublinhar a raridade destas peças no mercado. Em cerca de 15 anos e pelas nossas contas, surgiram no mercado lisboeta cerca de 15 a 20 pares de castiçais com estas caracterísiticas, excluíndo como já antes referimos, o modelo "de saia" ou "trompeta".

Domingo, 28 de Abril de 2013

Magnificent Jewels de Verdade - Christie's Genebra, 15 Maio

Lote 223 - CARTIER, c.1928
Pulseira "Tutti-Frutti"
Base de licitação: € 650.000

Lote 240 - LEITÃO & IRMÃO, c.1885
Alfinete "aigrette" em diamantes e pérolas naturais
Base de licitação: € 280.000
NOTA: Por tradição esta peça pertenceu à Rainha D. Amélia de Porugal. Foi vendida há uns anos em leilão e à época o seu peço final foi muito superior à base de licitação o que pode explicar a base de licitação exagerada com que agora vai à praça.

Lote 241 - Tiara de diamantes, c. 1850/60
Base de licitação: € 200.000
NOTA: Trabalho excepcional

Lote 243 - Riviére, ca. 1880/90
Base de licitação: € 250.000
Proveniencia: Família Visconti, Itália

Lote 246 - Par de brincos de diamantes
Peras centrais com c.8,16ct e 6,90ct
Base de licitação: € 130.000
Proveniência: Principe de Civitella Cesí, D. Marco Afonso Torlonia

Lote 283 - Diamante pera com 101,73ct (D, F)
Base de licitação sob consulta

Lote 301 - Diamante vermelho com 1,92ct
Base de licitação: € 1.600.000

Lote 204 - Laço Bélle-Epoque em diamantes, c.1910
Base de licitação: € 12.000

Vários lotes - Pares de brincos com pérolas naturais.
O par em cima ao centro é o lote 287, o par mais importante deste grupo (B.L. €1.000.000)

Lote 167 -  SUANNE BELPERON para HERZ-BELPERON, 1946 a 1974
Alfinete em esmeraldas e diamantes em forma de escaravelho.
Base de licitação: € 17.000

Lote 186 - Conjunto de diamantes, c. 1850/60
Base de licitação: € 30.000
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Magnificent Jewels é o título internacional para todos os leilões de jóias "muito especiais" mas no caso específico deste leilão da Christie's o título é absolutamente adequado à realidade do leilão.
O "recheio" deste leilão propõe aos compradores de todo o mundo a compra de verdadeiros tesouros únicos e difícilmente repetíveis não só em raridade e qualidade como também pela quantidade apresentada em praça.

Nem nos lembramos de quantos lotes estão em praça; se mais, se menos que nos anos anteriores; lembramo-nos isso sim da quantidade de peças que nos "tocaram o sino" e lembramo-nos por isso também da dificuldade que foi a escolha das peças para ilustrar este post.
Brilham acima de todas as restantes jóias em praça dois conjuntos gemológicos notáveis: diamantes e pérolas. Se a qualidade dos exemplares em praça é inultrapassável em diversos casos, é ainda mais relevante pensar que são mesmo os diamantes e as pérolas os Reis e Rainhas tradicionais no mundo da alta joalharia.

O diamante pera perfeito e com mais de 100ct (101,73ct) é, na nossa opinião, a mais importante gema a surgir em leilão desde sempre. Esta gema é perfeita em todas as suas características: é puro, sem a mínima inclusão ou beliscadura (F) e absolutamente incolor (D), do tipo mais raro e puro gemológicamente (Tipo IIa) e o seu talhe é ainda graduado como a mais alta classificação possível, excelente polimento e simetria.
Minada há poucos anos na mina Jwaheng no Botswana a descoberta do bruto foi o mais importante acontecimento da história da Debswana, empresa mineira criada em parceria entre o estado do Botswana e a gigante (em declínio) deBeers.
A pedra final está entre as mais importantes do mundo e o seu valor de venda deverá establecer um novo recorde para uma gema vendida em leilão e arriscando-nos a lançar publicamente um valor de venda, o seu preço final rondará possivelmente os 35 a 45 milhões de dólares.

Apesar de tudo este não é o único diamante nesta venda que entra na lista dos mais raros do planeta, também o diamante vermelho com quase 2ct (1,92ct) é uma raridade da natureza e apesar de já por duas vezes ter ido à praça sem encontrar compador (pelo seu astronómico preço para uma pedra relativamente pequena) continua a ser o maior diamante vermelho em leilão desde sempre. A febre dos diamantes vermelhos aconteceu nos anos 90 e início de 2000 quando esta cor - que sempre foi a mais valorizada entre todas as possíveis em diamantes - atingiu valores de venda irracionais, com mais de 1 milhão de dólares pagos por quilate.

Não nos querendo alongar demasiado não podemos deixar de referir o par de pérolas naturais em gota (lote 287) que além de conservarem o seu lustro intacto apresentam um tamanho absolutamente excepcional, uma mais de 260 grãos e a outra mais de 215; competindo e superando assim os pares em gota mais famosos, na maioria pertencentes a casas reais europeias.

Quase todas as restantes peças em praça mereciam referência mas esse não é o nosso papel neste espaço. A todos os interessados recomendamos um leitura com tempo e atenção do catálogo do leilão mas também e sobretudo a viagem a Genebra para a exposição e leilão (10 a 15 Maio).

Quarta-feira, 17 de Abril de 2013

Roubado do Uutz de João Magalhães - Contador de D. Fernando

http://uutz.wordpress.com/2013/04/02/dom-fernandos-indo-portuguese-contador/

Dom Fernando’s Indo-Portuguese Contador
If you go to Sotheby’s London the first thing you see, after the doorman, is this spectacular indo-portuguese cabinet. Having belonged to King Dom Fernando of Portugal, is now up for sale again (Arts of the Islamic World, 24 April 2013, GBP 200,000-300,000, lot 214), after being sold by the Hohenzollern-Sigmarigen, descendants of his daughter Dona Antonia, in 2000.
The bit of the catalogue that says that ”it was most likely a special commission for the Portuguese Royal family” is somehow dubious and a purchase in Lisbon by Dom Fernando seems much more likely, as only his personal collection was divided by his children and second wife.
 
Image

Um leilão especial - VERITAS, colecção Ficalho e outras proveniências - 22 e 23 Abril

Vista do chalé Ficalho, Cascais, na actualidade

Vista do chalé Ficalho, Cascais, à data da sua contrucção no arranque do séc. XX

Lote 1 - Jean Baptist Wans (1628-1684)
"A Primavera"
Óleo sobre tela, assinado
Base de licitação: € 20.000

Lote 165 - Anel solitário cravejado com um grande diamante em talhe antigo de brilhante com o peso de ca. 6,75ct (SI3, H~J, não florescente). Com estojo original.
Base de licitação: € 18.000

Lote 164 - Alfinete do séc. XIX
Cravejado com 101 diamantes em talhe antigo de brilhante com o peso aproximado de 11,80ct, pesando o diamante central ca. 1,80ct (VS, G~I)
Base de licitação: € 6.000

Lote 186 - José Malhoa (1855-1933)
"À Espera da Ceia" ou "Lanhador"
Óleo sobre tela
Assinado, 1923
Base de licitação: € 40.000
Proveniência: Sotheby's, Junho de 2010, lote 193

Lote 187 - Henrique Pinto (1853-1912)
"Menino da Gaiola"
Óleo sobre tela
Assinado e datado de 1893
Base de licitação: € 45.000
Nota: Henrique Pinto foi um dos mais notáveis naturalistas portugueses da primeira geração, a sua morte prematura bem como o facto de a maioria das suas obras estarem em colecções publicas torna raro o aparecimento de obras da sua autoria em leilão, especialmente desta qualidade.

Lote 270 - Alfredo Keil (1851-1907)
Paisagem
Óleo sobre tela
Assinado e datado de 1881
Base de licitação: € 65.000
Proveniência: Colecção Conde de Sabrosa
Nota: Excepcional não só pela qualidade com pela invulgar dimensão para uma obra de Keil (111x81 cm)

Lote 271 - Cómoda Luís XV, Adrien Faizelot DELORME
Verniz martin, ferragens em bronze dourado, estampilhada
Base de licitação: € 40.000

Lote 300 - Excepcional conjunto de 11 cadeiras D. José em pau-santo
Pau-santo entalhado com espaldar ondulado, tabela central cheia, cachaço recortado, entalhado e vazado; pernas curvas terminando em pés de acanto; travessas onduladas com recortes; assentos originais em couro lavrado
Portugal, séc. XVIII
Proveniência original: Castelo Ficalho, Serpa
Base de liitação: € 60.000

Lote 305 - Nossa Senhora da Conceição
Escultura em madeira policromada, coroa em prata
Portugal, séc. XVIII
Base de licitação: € 4.500

Vários lotes - Peças dos 1º e 3º serviços de Joaquim Inácio da Cruz Sobral
Porcelana da China, Companhia das Índias, reinado Qianlong cerca de 1775

Lote 373 - Diogo de Contreiras (1500-1565)
"O Encontro na Porta Dourada"
Óleo sobre madeira, ca. 1550
Base de licitação: € 25.000
Proveniência: Colecção Comandante Alpoim Calvão

Lote 378 - Félix Ziem (1821-1911)
Vista da Praça de São Marcos
Óleo sobre tela
Assinado e datado de 1884
Base de licitação: € 70.000

Vários lotes - Parte do serviço "Caçador"
Porcelana da China, companhia das Índias, reinado Qianlong
NOTA: Serviço conhecido como "Caçador" cuja proveniência original é tradicionalmente atribuída aos Marqueses de Ficalho 

Lote 60 - Mesa de cabeceira D. Maria
Marchetaria de pau-santo, pau-rosa e espinheiro representando pássaros, urnas e fontes
Portugal, séc. XVIII
Base de licitação: € 1.200


Lote 64 - Excepcional cómoda D. José em pau-santo entalhado e dourado
Pilastras, saias e pés com decoração entalhada e dourada a ouro fino. Frente ligeiramente abaulada
Portugal, séc. XVIII
Base de licitação: € 8.000

Lote 106 - Par de salvas D.Maria armoreadas
Em prata portuguesa do séc. XVIII/XIX
Fundo gravado no séc. XIX com armas da 2ª Marquesa de Ficalho, D. Maria Luísa Braancamp Sobral Narbonne-Lara (1818-1890). Marcas portuguesas (1750-1804)
Base de licitação: € 3.600


Lote 118 - Presépio português do séc. XVIII
Terracota policromada
Base de licitação: € 2.500
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O percurso da leiloeira da Avenida Elias Garcia já aqui foi antes elogiado e com a apresentação do leilão de Abril o elogio merece maior ênfase. Com efeito o novo acervo oferecido ao mercado é notável.

A hasta - que é constituída na sua maioria pelo recheio do Chalé Ficalho de Cascais - está entre as mais importantes realizadas em Portugal desde o início da temporada e coloca a Veritas na linha da frente com o aproximar de um dos mais importantes meses no mercado leiloeiro, Maio.
Inúmeras peças merecem destaque mas por mais palavras e/ou descrições escritas as imagens falam por si.

A pintura naturalista portuguesa tem neste leilão três obras-primas de três dos seus mais importantes nomes: Malhoa, Keil e Henrique Pinto; o que só por si faria deste um leilão "Especial".

No que toca à joalharia são duas peças que se destacam claramente, duas jóias do séc XIX em que brilham dois diamantes de dimensão e qualidade apreciáveis que prometem fazer vibrar os compradores.

Também o mobiliário está brilhantemente representado - tanto a produção portuguesa como francesa - ao excepcional conjunto de 11 cadeiras D. José de pau-santo provenientes do Castelo Ficalho em Serpa juntam-se três cómodas francesas estampilhadas do séc. XVIII, uma em especial não só pelo célebre nome que a assina - Delorme - como pela delicada forma curva e decoração em Verniz Martin. Não poderíamos fechar o capítulo do mobiliário sem uma referência à monumental cómoda D.José de pau-santo parcialmente dourado ou ainda à cadeira "faldistório" da época de D. José em pau-santo e marfim que pelo seu exotismo e características técnicas singulares desperta o interesse de qualquer interessado (lote 298).

Nas pratas o cenário repete-se com alguns exemplares notáveis da ourivesaria portuguesa do século XVIII, como dois pares de castiçais D.José (lotes 199 e 215) de brilhante desenho e execução ou ainda um grande marcador do final do séc. XVII, início do séc. XVIII (lote 85).

Não podemos no entanto deixar de fazer referência a um ponto negativo que nos parece merecer referência; o atraso na publicação dos catálogos que não raras vezes é quase em cima da abertura das exposições dos leilões.

No fim de contas um leilão que fará com certeza vibrar muitos compradores tanto em Portugal como no estrangeiro.
A visitar na exposição a partir de hoje e em www.veritasleiloes.com


Quarta-feira, 6 de Março de 2013

MONUMENTAL






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Em Fevereiro de 2009 a Cabral Moncada vendeu um lustre monumental em cristal e vidro inspirado nos modelos neoclássicos do final do séc. XVIII, início de XIX.
O lustre que media qualquer coisa com 3,20 metros foi à praça por 7 mil euros tendo sido vendido após o leilão pela base de licitação.

Completamente por acaso encontrámos umas fotografias antigas do interior do cinema Monumental do Saldanha em Lisboa e em duas são claramente visíveis os três lustres do lobby principal e que mostram de forma irrefutável que o lustre da Cabral Moncada era um dos três que iluminava a entrada desta mítica (e já desaparecida) sala lisboeta.

Pela sua construcção e características foi classificado como séc. XIX na altura da venda mas depois desta descoberta e já com um novo olhar são claramente óbvias as suas linhas modernistas bem dentro do gosto do Estado Novo onde os modelos clássicos foram depurados e monumentalizados. Sem dúvida um exemplar notável das artes decorativas dos anos de ouro da estética do Estado Novo.

Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013

The Society of Jewellery Historians - Auction news

Auction news

An auction featuring a number of pieces of antique jewellery, including a large pair of 18th century girandole diamond earrings and a number of 18th-century gold snuff boxes, will take place in Lisbon, Portugal on 25 February 2013. For details, and a full online catalogue, click here.

Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013

Palácio do Correio Velho - 26 e 27 Fevereiro

Lote 174 - José Malhoa
Estudo para "Cuidados de Amor"
Óleo sobre madeira
Assinado e datado de 1906
Base de licitação: € 30.000

Lote 208 - Terrina molheira em porcelana da China da companhia das índias, 2º serviço Sobral (imbricados)
Base de licitação: € 25.000

Lote 201 - Cesto elíptico em porcelana da China da companhia das índias, serviço Farrobo.
Base de licitação: € 8.000

Lote 202 - Travessa em porcelana da China, companhia das índias, serviço "Palhavã".
Base de licitação: € 10.000

Lote 204 - Escultura em terracota representado cavaleiro da Ordem de Malta, base em mármore.
Base de licitação: € 6.000

Lote 172 - Colar de diamantes, desmontável, cravejado em platina com 738 diamantes em talhes variados.
Base de licitação: € 40.000

Lote 171 - Pulseira e anel em diamantes e rubis, cravejados em platina e ouro branco com 271 diamantes em talhes variados e 4 rubis cabochon.
Base de licitação: € 20.000

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No dia em que o Palácio do Correio Velho publicou o catálogo do seu leilão de Fevereiro anunciou também a venda do recheio da Quinta da Francesa proveniente do espólio de Mª Inês Abreu Burmester.

Com a promessa de um importante e grande leilão já em meados de Março a leiloeira da Calçada do Combro apresenta à praça uma hasta de Fevereiro com centenas de lotes variados sendo várias dezenas já conhecidas do público uma vez que são retirados dos últimos leilões de 2012.

Nem por isso menos interessante o conjunto brilha por si e é encabeçado por uma grande tela de Menez, lote 218 e um importante óleo de Malhoa, lote 174, denotando a opção de regressar aos leilões conjuntos de "antiguidades e arte moderna e contemporânea" deixando para trás um dos grandes orgulhos da história do Correio-Velho: a realização de leilões distintos para a arte moderna e contemporânea.

No que toca à joalharia as peças (já conhecidas do leilão de Dezembro) são sem dúvida excepcionais e os preços com que agora estão em venda são muito mais realistas garantindo com grande percentagem de certeza a sua venda. O magnífico colar desmontável dos anos 40/50, lote 172, é irrepreensivelmente cravejado em platina com 45ct de diamantes e um testemunho paradigmático das opulentas jóias do pós-guerra e da vitalidade da joalharia portuguesa nos anos dourados da sociedade lisboeta ainda no auge dos "anos do exílio".

O acervo oferecido aos coleccionadores é ainda notável com um punhado de peças raras de companhia das índias tanto nos serviços em praça - como o da estátua de D. José com uma terrina com travessa, lote 228 ou o serviço conhecido como "Palhavã", lote 202 - como também nas tipologias em venda - veja-se a terrina rocaille Sobral, lote 208, ou o cesto rendilhado do serviço Farrobo, lote 201.

Destaque ainda para alguns lotes de mobiliário do séc. XVIII com um par de cómodas D. Maria, lote 227, uma mesa pé de galo D. José em pau-santo, lote 115 ou uma outra cómoda de barriga de influência francesa, lote 166.

Sem dúvida uma hasta com interesse para um público alargado uma vez que cobrindo áreas tão diversas como a alta-joalharia, a arte contemporânea, as antiguidades e mesmo o coleccionismo o conjunto adequa-se a todas as bolsas.